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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Como programar um rádio: Parte 2

Segue agora a segunda parte da matéria: Como programar um rádio de autoria do MadfoX no site Aerotaguá.

Programação de Rádios - Parte II
Na última matéria sobre programação de rádios, abrangemos os aspectos básicos de programação, como reversão de servos, curso máximo e mínimo dos mesmos, dual-rate, exponenciais e etc... Hoje vamos falar de coisas mais avançadas, como por exemplo flaperon, diferencial e etc.
Mixagens Básicas:

Os rádios atuais tem uma ampla gama de mixagens possíveis, mas normalmente algumas já vem pré-configuradas de fábrica e estão prontas para uso, diretamente ao alcance de um click no botão de programação... As mais comuns são: Elevon (Profundor+Aileron), Flaperon (Aileron+Flaps), Diferencial (Dois servos para o aileron, sem flaps), Leme > Aileron, Aileron > Leme, e Flap > Profundor.
 
Função: ELEVON
Outros nomes: DELTA, EVN, ELV, ELEVN, Spoileron
O que faz: Usando os canais de profundor e aileron juntos, mistura suas funções para que se possa utilizar aviões sem cauda.
Como usar: Alguns aviões com asa em delta e asinhas voadoras não tem as superfícies de deriva, estes aviões só voam se os ailerons também funcionarem como profundores, para isso, ativa-se a função Elevon e trabalha-se com os marcadores positivos e negativos até que o resultado seja o seguinte: Ao se cabrar, ambas as superfícies se levantam. Ao picar, as duas superfícies se abaixam. Ao se aplicar aileron pra direita, a superfície direita sobe e a superfície esquerda desce. Ao se aplicar aileron para a esquerda, a superfície direita desce e a esquerda sobe. Procure também manter o comando de aileron em 50% em relação ao profundor. Isso deixa o avião mais manso e equilibrado.
 
Função: FLAPERON
Outros Nomes: FLAPR, FLAPRN, AILAFLAP, AFLAP, CROW, D/F
O que faz: Utilizando-se os canais de aileron e flap juntos, simula-se flaps em aviões originalmente SEM flaps, movendo os dois ailerons simultaneamente para cima ou para baixo.
Como usar: Liga-se cada superfície de comando do aileron respectivamente nos canais de aileron e flap, então ativa-se a função flaperon e trabalhe com os marcadores positivos e negativos até obter-se o seguinte resultado: Ao se acionar o freio do flap, ambas as superfícies se levantam. Ao baixar os flaps, as duas superfícies se abaixam. Ao se aplicar aileron pra direita, a superfície direita sobe e a superfície esquerda desce. Ao se aplicar aileron para a esquerda, a superfície direita desce e a esquerda sobe. Utilize a função freio apenas no solo!!!! No ar, perde-se muita sustentação e aí é queda certa.

Função: DIFERENCIAL
Outros nomes: DIFERENTIAL, DIFF, DIF, DFL, DTIAL
O que faz: Utilizando-se dos canais de aileron e primeiro auxiliar, esta função permite ter um servo separado para cada aileron. Difere do FLAPERON por nunca mover as superfícies na mesma direção, e por poder regular a incidência do avião quando em roll.
Como usar: Ao se ativar a função Diferencial, o canal do aileron é duplicado normalmente no canal do primeiro auxiliar, então pode-se inverter este canal e regular seu Endpoint até que o avião faça rolls perfeitos para ambos os lados, sem "barrilzar" nenhum...
 
Função: LEME > AILERON
Outros nomes: RUDDER>AILERON, RUD>AI, R/A, 4-1, PITCH
O que faz: Combina o comando de leme com o aileron, de forma a corrigir atitudes indesejadas do avião quando da aplicação do comando de leme.
Como usar: Normalmente, quando se dá comando de leme em um avião, a perda de velocidade na meia-asa para a qual foi dado o comando de leme faz com que o avião "tombe" para o mesmo lado para o qual foi aplicado o leme... Porém, alguns aviões (ex.: U-Can-Do 3D) tem a mania feia de "tombar" para o lado contrário, complicando muito a vida do piloto na hora de fazer uma faca ou outra manobra qualquer que dependa de leme. Esta mixagem faz com que o aileron se mova juntamente com o leme, sempre que o comando de leme for aplicado. Assim, o avião é "obrigado" a tombar sempre pro lado certo, corrigindo-se o problema. Normalmente, basta acionar a função e aplicar a quantidade de aileron necessária para a correção do problema. (U-Can-Do 3D: 18% de aileron)
 
Função: AILERON > LEME
Outros nomes: AILERON>RUDDER, AIL>RUD, A/R, 1-4, RPITCH
O que faz: Combina o comando de aileron com o leme, de forma a facilitar a resposta do avião quando da aplicação do comando de aileron.
Como usar: Alguns aviões tem muita dificuldade de fazer curvas utilizando somente o aileron (ex.: Piper J3Cub, Paulistinha), assim como alguns outros fazem curvas somente com o aileron, porém suas caudas ficam caidas, de modo que a curva fique "feia" (ex.: P-51 Mustang, T-27 Tucano, Albatroz 60). Esta mixagem corrige o problema aplicando um pouco de leme sempre que o comando de aileron é aplicado. Isto "arredonda" as curvas e facilita muito o controle do avião coordenando a curva (como em um avião real, onde se dá comando do tipo "pé-e-mão"). Ao se ativar esta função, sempre que o aileron for movimentado, o leme se move junto. Recomenda-se aplicar o comando aos poucos (normalmente começa-se em 5% e vai se aumentando de 5% em 5%), até que o problema seja sanado.


Função: FLAP>PROFUNDOR
Outros nomes: FLAP>ELEVATOR, ELEVATOR-FLAP, 6-2, F/E, ELVFLP, E/F, ELECROW
O que faz: Corrige a alteração do Centro de Pressão da asa.
Como usar: Em alguns aviões, ao se aplicar os flaps, a brusca alteração do centro de pressão da asa faz com que o nariz se abaixe e a cauda suba (o que parece muito com uma picada, mas a altitude normalmente não se altera muito). Esta mixagem corrige este problema aplicando um pouco de profundor para cabragem sempre que se dá o comando de flap. Aconselha-se ir aplicando este comando aos poucos, de 5% em 5%.

TABELINHA DE CANAIS DE RÁDIOS

Para facilitar a vida, vou listar abaixo as marcas de rádio mais comuns e suas definições de canais.

Futaba:
1 - Aileron
2 - Profundor
3 - Acelerador
4 - Leme
5 - Trem de pouso
6 - Flap
7 - Aux1
8 - Aux2


JR/Spektrum
1 - Acelerador
2 - Aileron
3 - Profundor
4 - Leme
5 - Trem de pouso
6 - Flap/Aux1
7 - Aux2
 
Airtronics
1 - Profundor
2 - Aileron
3 - Acelerador
4 - Leme
5 - Trem de pouso
6 - Flap
7 - Aux1
8 - Aux2

Hitec
1 - Aileron
2 - Profundor
3 - Acelerador
4 - Leme
5 - Segundo Aileron/Trem de pouso/Aux1
6 - Flaps
7 - Segundo Aileron/Aux2
8 - Aux3
9 - Aux4

Fonte: Aerotaguá por MadfoX

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como programar um rádio

Em minhas andanças diárias na net a procura sobre artigos de aeromodelismo achei um muito útil e gostaria de compartilhar com voces, programação de rádios computadorizados, achei no blog aerotagua de autoria do MadfoX. Segue o artigo na íntegra:


Tenho visto muita gente apanhando na hora de programar seu rádio, às vezes com conseqüências trágicas...
Às vezes o problema é causado apenas por problemas de LPM¹, outras vezes é por desconhecimento do que faz cada função, outras ainda, é por completo desconhecimento do inglês.
Pra piorar tudo, cada fabricante dá uma nomenclatura diferente pra cada função, dificultando ainda mais o aprendizado.
Neste post vou tentar explicar o que é, pra que serve e como usar as funções mais comuns de todos os rádios. Espero que gostem...
Vamos lá:

Função: Endpoint
Outros nomes: ATV, EPA, EndPoint, TMAX
O que faz: Determina o ponto máximo de movimento do servo
Como usar: Ao montar um servo, verifique se a superfície de comando está defletindo somente o necessário para que se mantenha o correto funcionamento da função. Caso esteja faltando movimentação do braço do servo, aumente o Endpoint daquela função. Caso esteja defletindo demais, diminua o endpoint. Esta função é muito útil para se determinar onde o servo para de virar, evitando assim eventuais quebras de servo e/ou linkagens.


Exemplo da função EndPoint
 


Função: Reverse

Outros nomes: REV, RTS, RVL, Reversal
O que faz: Inverte o movimento do servo
Como usar: Ao montar um servo, se o movimento dele estiver invertido, usa-se esta função para fazê-lo girar para o lado certo.


Função: Dual-Rate
Outros nomes: DualRate, DR, D/R, D-Rate
O que faz: Cria dois valores máximos de movimento do servo.
Como usar: Alguns aviões são muito ariscos quando em alta velocidade e muito mansos quando em baixa velocidade (Ex.: Funtana S40), nestes casos deve-se utilizar o Dual-Rate para reduzir o comando do servo quando em alta velocidade. Normalmente usa-se de 30% a 50% do comando normal quando em baixo comando. Alguns rádios possuem a função triple rate, que cria ao invés de duas, três posições de rate, mas a programação se dá da mesma forma.

Exemplo de uso do Dual-Rate




Função: Exponencial
Outros nomes: Exponential, Exp, XP, Expo, Xpo
O que faz: Altera o local de máximo e mínimo movimento do servo.
Como usar: Alguns aviões tem grandes superfícies de comando e/ou são muito ariscos em qualquer velocidade. Para estes aviões, existe a função exponencial, que tem o "poder" de amaciar o comando na zona de pilotagem (aquela onde movimentamos os servos apenas o necessário para manobrar o avião na direçao necessária), mantendo porém o índice total de deflexão (endpoint) inalterado. Esta função é muito útil quando o seu avião tiver grandes superfícies de comando e for complicado ficar batendo chaves de dual-rate. Normalmente um fator exponencial de -50% costuma amaciar qualquer avião. Caso seu avião esteja "manso demais" pode-se usar o exponencial positivo para deixa-lo mais esperto!

Exemplo de uso do Exponencial


Outro Vídeo, explicando DUAL RATE e EXPONENCIAL


Função: Sub-Trim
Outros nomes: Center, Sub, STRM, Stm, CNT
O  que faz: Ajusta o ponto central de movimento do servo
Como usar: Após instalar todos os servos do seu avião, retire os braços dos servos e ligue o rádio. Eles irão "centralizar", então, coloque os braços de volta nos servos e verifique se as superfícies de comando estão "zeradas",  caso esteja, ok, não faça nada, caso não estejam, usem a função Sub-Trim para deixar todos os comandos bem alinhados. O uso desta função ajuda bastante na hora de trimar o avião.


Função: Model
Outros nomes: Memory, MSEL, SEL, ModelMemory, Model Memory
O que faz: Seleciona a memória de modelo a ser utilizada naquele momento.
Como usar: Quando comprar um novo avião, ou desejar adicionar outro avião ao seu rádio, utilize a função Model para selecionar uma memória vazia para armazenar os parâmetros do avião em questão.


Função: Elevon
Outros nomes: Elevn, Delta, Dlt, Elvn, Eln, Elv, F-Wing, F/w
O que faz: Executa uma mixagem entre o profundor e o aileron
Como usar: Em aviões delta ou asas zagi, só existem duas superfícies de comando: Elevon direito e Elevon Esquerdo, estes aviões necessitam desta função especial que faz com que os elevons trabalhem tanto como profundor quanto como aileron, para usar, basta ligar a função e fazer a reversão de servos se for necessária.
Por hoje é só, pessoal... Caso gostem, semana que vem posto as programações avançadas do rádio, e na outra semana, exemplos reais de programação avançada...
Espero que ajude! Abraços a todos!

Em breve a segunda parte.
Fonte: MadfoX no excelente blog Aerotagua

sexta-feira, 25 de março de 2011

Download: Manual do Rádio Futaba 6EX e Spektrum DX6i (em português)

Futaba 6EX
Voce usa todos os recursos que seu rádio tem? Sabe usar? Se não esta série de posts vai ser interessante para voce. Colocarei aqui para download o manual de alguns rádios em português para aprendermos quais recursos os rádios possuem e como utilizá-los adequadamente.

Spektrum DX6i
Por exemplo: voce sabia que as antenas do receptor devem estar formando um ângulo de 90 graus entre si? E que o receptor não deve estar próximo de partes metálicas dos aeromodelos (como baionetas)? Sabe como se faz para fazer um vôo com cabo trainer?

De início deixarei aqui o manual (em português) de 2 rádios: o Futaba 6EX (encomendei um com o Alan Cenarium) e o Spektrum DX6i (colaboração do Alisson Morais) ambos de 6 canais.

terça-feira, 22 de março de 2011

LUTA PARA CONFIGURAR O SPEKTRUM DX6I PARA SIMULADOR FMS

Por Alisson Morais


Amigos, venho aqui relatar alguns dos sofrimentos passados por mim, junto com Demosthenes, Mesaque e seu filho Felipe, sofrimento esse que se deu apartir da compra do meu radio, o Spektrum DX6i. Excelente radio, 6 canais, que conta com os seguintes parâmetros de configurações:

Geral:
  • ModelMatch
  • ServoSync
  • Timer Integrado
  • Dual Rate e Expo
  • Trim Dupla Velocidade
  • Nome do Modelo
  • Tipo do Modelo
  • Corte de Motor
  • Reversão de Servo
  • Modo Treinamento
  • Cópia de Modelo
  • Ajuste de Curso
  • Sub Trim
  • Monitoração de Servo
Aviões:
  • Flap
  • 2 Mixagens Programáveis
  • Mix Flap-Profundor
  • Mix Aileron Duplo
  • Mix Cauda em â‚Ǩ?ìVâ‚Ǩ¬ù
  • Mix Elevon
  • Mix Diferencial Aileron
Helicópteros:
  • Ajuste do Ganho do Giro
  • Curva de Aceleração 5 pontos
  • Curva de Passo 5 pontos
  • 2 Mixagens Programáveis
  • Mixagem Revolução
  • Tipo de Bailarina: Normal e CCPM 120 graus
O problema se inicia quando meu radio chega e eu tento ligá-lo ao PC. Ele veio com um conjunto de cabos de interface USB, cujo modelo é FS-SM100, compatível com o Windows 98, 2000, ME, NT e XP. Ao conectar o USB ao PC, ele reconhece automaticamente o radio, mas, eu e minha inexperiência, insistia em configurar o radio pelo dispositivo de controles do Windows. NÃO TENTE. Você só irá perder a paciência. O caminho é o seguinte: Conecte a interface USB ao PC com o radio DESLIGADO, essa é a chave, pois se você ligar o TX, o PC entende que você irá iniciar o controle utilizando o RX e para de liberar os comandos para o simulador. Existe também um outro quesito, que é a configuração de alguns parâmetros no TX, que deve ser a seguinte:
Menu Adjust List

Model Select - Eu coloquei no meu radio Helicopetero ( Memoria 8 )
D/R&Expo - Configurado a seu gosto
Travel Adjust - Configurado a seu gosto
SUB TRIM - Deixe tudo em zero
Gyro - Selecionado na chave SW-GYRO e regule a seu gosto
THRO CUR e PITC CUR - Cofigurado a seu gosto tanto NORM / STUNT e HOLD
Swash mix - Não terá função
MIX 1 e MIX 2 - Configure a seu gosto
REVO MIX - Configure a seu gosto

Menu SETUP LIST

MODEL TYPE - Selecione o desenho do Helicóptero
MODEL NAME - Eu coloquei Helicóptero
MONITOR - Não e preciso mexer
REVERSE - Mexa conforme necessário
SWASH TYPE - Coloque em ( 1 servo a 90º )
THRO CUT -  Habilite-o
D/R COMBI - Não se Mexe
TIMER - Use a gosto
RANGE CHECK - Não mexer
POWER SETTING - Não mexer
CONTRAST - A seu gosto
COPY / RESET - Não mexer
    
OBS: ESSA CONFIGURAÇÃO FOI PASSADA PARA O SIMULADOR PHOENIX, POREM SERVE PARA PREPARAR O TX PARA TODOS OS SIMULADORES.
Falta eu instalar e configurar o TX para o Real Flyer V4, mas para configurá-lo, é só seguir os passos do link abaixo:
                                                       http://ironcreek.net/dx6i/plane.php

Para entender melhor o texto, basta utilizar um tradutor desses online que o texto é bem didático e auto-explicativo.
Segue link do vídeo explicativo para configuração do DX6i com bind, porem em helicóptero, ai eu já não sei se é o mesmo processo para avião, mas esse vídeo ensina como navegar no menu do TX:
                                                              


Então é isso ai galera, boa leitura e boas simulações

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sistemas de rádio 2.4GHz

 Os sistemas de rádio que operam em 2.4GHz utilizam formas diferentes de modulação.
               O mais comum é o DSSS - Direct Sequence Spread Spectrum que consiste num transmissor e num receptor funcionando numa região fixa da banda de 2.4GHz. Esse é o sistema utilizado pela JR/Spektrum, Assan, Corona e outros.
               O outro sistema é o FHSS - Frequency Hopping Spread Spectrum cuja característica é a transmissão estar constantemente mudando de
canal dentro da banda em breves intervalos de tempo. Atualmente apenas a Futaba e a Airtronics utilizam este sistema.
               Não é possivel afirmar categóricamente que um sistema e melhor do que o outro. Ambos tem as suas vantagem e desvantagens, entretanto poderíamos dizer que na teoria o sistema da Futaba seria melhor uma vez que além de ser FHSS também não deixa de ser DSSS porque por breves instantes a sua transmissão esta parada numa região da banda.

Como funciona o DSSS
                O sistema DSSS, ou numa tradução livre “Espalhamento de Freqüência com Seqüência Direta”, “aloca” um canal dentro da banda de 2.4GHZ de forma aleatoria cada vez que o rádio é ligado. Bem diferente dos sistemas que operam em 72MHz onde o uso de um cristal determina de maneira precisa, exatamente o local  (freqüência) dentro da banda onde o rádio estará transmitindo.
               Na verdade, no DSSS o canal pode aparecer e desaparecer tão rapidamente que  tem-se a impreensão de que ele existe em vários lugares da banda ao mesmo tempo.
               Assim o  rádio  utiliza uma ampla gama de freqüências para enviar dados para o receptor, ao invés de um único canal de freqüência usado pelos rádios a cristal, daí o nome Espalhamento de Freqüência.
               Como os canais estão em constante movimento dentro da banda, outros sinais poderão aparecer sem que isso cause qualquer tipo de interferencia. No máximo haverá uma pequena dimiuição do sinal transmitido até o receptor. Na verdade, mesmo que a banda esteja completamente lotada com sinais de outros equipamentos e quase completamente bloqueada, assim mesmo uma pequena  parte do sinal de seu transmissor vai passar alcançando o receptor.
               Não bastasse isso, ainda que outro transmissor DSS (ou mesmo vários outros) estiverem operando no mesmo canal, também é improvável que ocorra alguma interferência , porque o sinal do rádio também estará se deslocando dentro da banda numa seqüência e ritmo diferente também .
               Por isso na sigla DSSS as letras SS  representam o Spread Spectrum e as duas primeiras letras representam Direct Sequence, ou seja, a ordem e a freqüência com que o canal se move dentro da banda.
               A ocorrencia de interferencias no sistema SS é muito remota uma vez qua qualquer sinal interferente teria que estar constantemente na mesma posição do canal que o rádio está transmitindo. Como vimos que esse posicionamento é aleatório essa possibilidade é nula.
               

Como funciona o FHSS?
               A diferença entre o DSSS e o FHSS -Frequency Hopping Spread Spectrum basicamente é que o FHSS transmite “pulando” constantemente de canal em canal em toda a banda.
               Esse sistema, pelo menos teoricamente, tende a sofrer menos com o congestionamento da banda porque como a transmissão está sempre mudando de canal, o sistema está sempre transmitindo apenas nos canais que estão “livres” não importando se são muitos ou poucos uma vez que a velocidade com que a troca de canal é feita é muito rápida, da ordem de 2 milisegundos ( milésima parte de um segundo ).
               No sistema FHSS é ainda mais dificil acontecer interferencia devido a mudança constante do canal dentro da banda de forma aleatória. Isso torna esse sistema extremamente confiável para o uso em RC.
               Salvo na situação ocorrida com alguns rádios FASST da Futaba onde, por erro de fabricação, duas ou mais séries de rádios foram produzidas com a mesma sequencia, ou identidade. Quando dois destes rádios entravam em operação lógicamente um interferia no outro, justamente porque "sabia" exatamente aonde os canais iriam aparecer dentro da banda!!!
               Os  rádios que utilizam o sistema FHSS atualmente são apenas os Futaba FASST e os modelos de 2.4GHz da Airtronics.

Maior proteção contra interferências
               Além das formas inteligentes que os sistemas Spread Spectrum dispões para reduzir drasticamente o efeito das interferências, os fabricantes mais renomados ainda implementam outras formas de tornar as transmissões ainda mais confiáveis.
               O sistema FASST da Futaba ( FHSS ) teoricamente é o mais eficiente para evitar interferência, conforme já foi explicado acima, devido a sua própria caracteristica e a JR/Spektrum encontrou outra forma de otimizar o seu sistema ( DSSS ), a qual consiste em transmitir não apenas um mas dois canais simultaneamente. Dessa forma se um dos canais sofrer interferencia a transmissão continuará a ser feita pelo outro sem nenhuma interrupção.
               Assim os maiores fabricantes de RC, conscientes de que os seus  rádios poderão controlar modelos de grandes dimensões, caros e potencialmente perigosos, procuram de todas as maneiras oferecer sistemas confiáveis e sólidos
               Aqui podemos entender porque existem sistemas de 2.4GHz tão baratos e outros tão caros.


Sistemas redundantes.
               Mesmo com todos os cuidados relacionados acima, ainda é possível minimizar os riscos de panes nos links de 2.4GHz trabalhando em cima de outra importante caracteristica da transmissão na banda dos 2.4GHz. Trata-se da maneira como os sinais de rádio se comportam quando são transmitidos pela antena do radio.
               Em freqüências muito elevadas como a de 2.4GHz, a onda de rádio se desloca no ar de forma muito parecida com um feixe de luz.
               Quando trabalhamos na banda dos 72MHz, embora essa freqüência também possa ser considerada elevada, o sinal emitido pela antena do rádio ainda consegue ultrapassar obstáculos como árvores e paredes sem sofrer muita absorção ou reflexão chegando ao receptor de forma satisfatória e fazendo o sistema funcionar normalmente.
               Na banda de 2.4GHz as coisas ficam mais complicadas porque as ondas de rádio sendo mais “diretas”, agem como se fossem o facho de uma lanterna, e podem ser absorvidas e ou refletidas por objetos sólidos dentro do seu raio de ação, tais como árvores, construções, automóveis e outros objetos que compõe o ambiente.
               Esta caracteristica fará com que um avião que está sendo controlado com um rádio de 2.4GHz, ao passar atrás de uma árvore, provavelmente o sinal de comando recebido pelo receptor sofrerá uma queda brusca, devido ao bloqueio, ou "sombra" que a árvore oferecerá ao sinal do rádio. Algo semelhante com um eclipse.
               De forma semelhante se o avião passar próximo a uma construção ou a um objeto de dimensões avantajadas, parte do sinal do rádio que bate nesse objeto será refletido até o avião, chegando na antena do receptor juntamente com os sinais que vem direto do rádio. Esses sinais refletidos são conhecidos como “multi pathing” – ou caminho múltiplo – e provocarão no receptor uma “confusão”, uma vez que estarão defasados dos sinais diretos emitidos pelo radio. Conseqüentemente o receptor não conseguirá extrair os sinais de comando e o avião perderá o controle.
               Para minimizar estas situações, os fabricantes projetam receptores com sistemas “redundantes”, seja através da colocação de mais de uma antena, ou utilizando dois ou mais receptores interligados.
               Ao montar  antenas ou receptores em lugares diferentes (mesmo que apenas uma ou duas polegadas de distância), pode-se assumir que uma ou outra será capaz de obter um sinal claro.
               A JR / Spektrum utiliza dois ou mais receptores e ainda equipa cada um deles com duas antena. Esse arranjo garante que dificilmente o avião perderá o sinal do rádio seja qual for a situação de vôo que se encontrar.
               Já a Futaba no seu sistema FASST. que já é bem seguro, usa apenas duas antenas montadas nos receptores como forma de melhorar a recepção. Teoricamente esta não é uma opção tão boa quanto a da  JR Spektrum  mas na prática funciona bem.


Qual é o melhor sistema?
                Indiscutivelmente tanto o sistema  FASST da Futaba quanto o DSM2 da JR / Spektrum  são os melhores do mercado e oferecem a melhor
confiabilidade e desempenho.
               Certamente sempre vamos encontrar  pessoas que reclamarão de um ou outro sistema, assim como de resto de outras marcas.
               É bom lembrar que ainda estamos lidando com equipamentos de primeira geração e inevitavelmente surgirão problemas e questões que terão que ser resolvidas. Tanto que a  JR / Spektrum e a Futaba já enfrentaram alguns desses problemas, mas agora as coisas parecem ter se estabilizado.
               No entanto, estão surgindo várias alternativas para as duas "grandes" marcas, embora sejam sistemas com menos recursos.
               Há o  XPS que é um sistema de módulos de 2.4GHz de canal único DSSS que não tem redundância  nem de antena nem de receptor.
Apesar de muitas pessoas têm relatado excelentes resultados com este sistema, é importante ler atentamente os vários fóruns de discussão em torno da Internet  para saber sobre outros problemas apresentados por este sistema.
               Há um número crescente de pessoas que elogiavam o XPS e  agora vem externar  a sua decepção depois de perder alguns modelos devido a bloqueios ou outras falhas inexplicáveis do sistema.
               Dentre os sitema feitos na China, o Corona e o Assan são os mais utilizados. Ambos são sistemas DSSS e ambos possuem redundância de antenas nos receptores. A diferença básica entre eles é que a a Corona não foi muito feliz quando lançou o seu primeiro sistema ( V1 ) que operava em FHSS, mas em seguida adotou o DSSS e não só isso, passou a transmitir três canais simultâneamente dentro da banda, o que confere ao sistema deles uma confiabilidade muito boa. Os sistema da Corona a partir disso passaram a ter uma boa aceitação entre os aeromodelistas de todo o mundo conforme pode ser comprovado nos forums do RG Groups e RC Universe. Ambos os sistemas, Corona e Assan funcionan relativamente bem e não são conhecidos muitos relatos de problemas sobre eles.

Compatibilidade entre os sitemas de 2.4GHz.
                Não existem sistemas de 2.4GHZ que sejam compativeis entre si. Portanto não é possivel usar receptores JR/Spektrum com rádios Futaba FASST ou o contrário. Também os rádios feitos na China não são compativeis (ainda ) com os demais sistemas.
                Esta situação é ainda pior quando você percebe que alguns receptores chineses são até melhores do que alguns produzidos por marcas de renome que custam três ou quatro vezes mais.
                Então, porque os chineses não estão fazendo receptores compatíveis com a JR / Spektrum e a Futaba?
                Simplesmente porque a tecnologia spread spectrum é uma tarefa difícil e fazer engenharia reversa de um sinal SS não é muito fácil (mas não impossível). O processo requer um considerável conhecimento e habilidade e tudo isso representa um investimento significativo, algo que muitas vezes não está disponível para os pequenos produtores chineses que estão atualmente construindo seus próprios sistemas de RC na China.
                Além do mais, a Futaba (por exemplo) está usando nos seus receptores chips feitos especialmente para a fabrica "custom-made" o que significa que nem mesmo a aplicação de engenharia reversa seria suficiente para copiar um receptor e, muito provavelmente apenas se conseguiria jogar o receptor no lixo sem conseguir descobrir o seu funcionamento. 



                    
Na foto ilustrativa acima, podemos ver na tela de um Analisador de Spectro os sinais gerados pelos rádios de 2.4GHz mencionados no texto. Nesse teste o radio da Corona era mais antigo e transmitia em apenas dois canais. Abaixo podemos ver outra imagem mostrando o sinal de um rádio Corona mais moderno já transmitindo três canais.

Transmissão de um rádio Corona 2.4GHz

Fonte: ManoRC

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Escolha do Rádio

Uma parte importante para economizar e principalmente para não ter dor de cabeça é a escolha de equipamentos base para o seu aeromodelo, ou seja, todo equipamento que independente do aeromodelo você estará usando, como transmissor, receptor, baterias, equipamentos de campos e outros.

Primeiro conselho que dou, não sejam enganados ou tentados pelas ofertas de custo baixíssimo, kits que estão muito baratos, são compatíveis com seus preços. Transmissores de baixa qualidade que te deixarão na mão e farão você perder todo esse dinheiro que aparentemente é uma economia.

Sinceramente, procurei alguns kits, eles são muito fáceis pois já possuem tudo para você voar, mas se você quer ter mais de um aeromodelo ou aproveitar o equipamento para outros aeromodelos, você não irá encontrar nesses kits equipamentos com ótima qualidade, a não ser que pague o valor que corresponda a eles.

Por isso recomendo a compra de alguns componentes em separado, conforme abaixo:


TRANSMISSOR
 O transmissor é a parte fundamental para o inicio, mesmo sem aeromodelo, você pode utiliza-lo no computador para treinar e é (se assim você preferir) seu único transmissor para todos os aeromodelos.

As marcas mais conhecidas são Futaba e JR, conhecidas como as melhores, mas não quer dizer que as outras também não sejam boas. O importante para você escolher seu transmissor é entender o que você precisará, o que desejará inclusive no futuro. Você pode inicialmente pegar um bom rádio com poucos recursos, caso se interesse por mais funcionalidades no aeromodelo, você melhora seu transmissor, ou então já compra logo de vez um com mais recursos.
As caracteristicas que você deve procurar em seu novo equipamento são:
  • Canais
  • Tipo de Transmissão (AM, FM, Espectro)
  • Mixagem
  • Trimagem
  • Memória de Configurações
  • Interface com PC

Canais
Os canais são os que vão definir quantos comandos podem ser dados para o aeromodelo, cada comando pode ser utilizado associado a um servo ou qualquer controlador que seja necessário e compatível. Lembre-se, existem no máximo 4 comandos direcionaveis e sensíveis, o restante que dependendo do equipamento pode ser disponibilizado, são somente ligados ou desligados, que servem para por exemplo, ligar alguma iluminação, ou acionar o trem de pouso, flaps, etc.

O mínimo recomendado é um transmissor de 4 canais, para você poder usar no mínimo controle de velocidade, ailerons, leme e profundor. É claro que quanto mais canais disponibilizados, mais caro o transmissor será, mas com certeza um rádio de 7 canais será mais que suficiente a não ser que no futuro você queira colocar vários outros recursos adicionais.


Tipo de Transmissão
Os tipos de transmissões definem alcance, facilidades e custo é claro. O tipo de AM é o mais antigo e como mais antigo é o mais utilizado e por isso muito fácil de haver interferencias, atualmente é mais usado em automodelos, por isso não recomendo a utilização desse tipo de transmissão, já tive um desse tipo e inclusive a distancia alcançada era bem baixa.

O tipo FM foi o último mais usado e este é bem mais confiável, mas deve-se tomar cuidado com o canal de transmissão para não haver interferencia com outro rádio. Este já é recomendado, pois seu custo é menor do que o por espectro e há mais confiabilidade e disponibilidade do sistema.

Caso tenha condições de investir o melhor é o por espectro muito divulgado como 2.4Ghz que é a faixa de frequencia que ele pode usar, esse tipo de tecnologia se torna mais confiável pois cria um canal único de comunicação entre o transmissor e receptor.

Mixagem
A mixagem é uma função que nem todos os rádios tem, mas que consegue misturar (por isso mixagem) o comando de dois canais em dois servos, fazendo com que eles trabalhem em movimentos diferentes dependendo da combinação dos comandos. É muito usado para os comandos chamados elevons, que são a mistura de ailerons com o profundor. Quando o comando do profundor é ativado, os dois “ailerons” são movimentados na mesma direção, caso seja o comando do aileron, os mesmos servos, produzem movimentos contrários provocando a mesma reação que os comandos de aileron.

Essa capacidade no transmissor, é ótima para não exigir mais uma peça no aeromodelo que fará esse papel. Como é uma coisa a mais no controle isso pode encarecer o equipamento.

Trimagem
A trimagem, é praticamente presente em todos os transmissores, algumas de forma analógica outra digital. Quando é digital, a capacidade da trimagem normalmente é mais sensível e ao mesmo tempo maior, o que permite mais correções.

Memória de Configurações
Essa capacidade, tem somente em transmissores digitais, que permitem “guardar” as configurações de trimagem, inversão de canal, mixagem e outros para vários modelos. Isso permite que você não tenha que ficar alterando as configurações cada vez que mude o aeromodelo.

Interface com PC
A interface com PC também é (normalmente) a interface que será usada para o cabo trainer, que é a capacidade de ligar dois controles de forma a treinar o vôo com uma pessoa mais experiente.

Esse item é muito importante para quem quer começar e mesmo para quem já experiente, para treinar ao menos no computador novas manobras. Por isso, procure ao comprar um transmissor, se esse tem a interface para PC e provavelmente também precisará comprar o cabo USB para isso.

Eu iria continuar com outros equipamentos, mas o  transmissor é uma parte muito importante e por isso me demorei mais nele, por isso vou encerrar esse artigo aqui, mas no próximo irei abordar o restante dos equipamentos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Controle para Aeromodelos (Radios, Transmissores)

O controle de aeromodelos, ou para os mais experientes e que já participam da prática a mais tempo, os Transmissores ou Rádios que são os nomes corretos, são uma parte fundamental para o aeromodelista. Para quem está no inicio desse hobby/esporte, considere ler a série de artigos Aeromodelismo para Iniciantes, pode ser que ela tire algumas dúvidas que você já tenha.

Para iniciar, melhor começar com o básico, com os mais simples, que é a base para todos os outros rádios. Existe a parte teórica que ajuda bastante a escolha dos melhores rádios além de entender algumas regras básica.





TRANSMISSÃO

O conceito mais básico de um transmissor é transmitir, é claro, então existem alguns formatos:
  • AM: É a modulação mais usada por vários tipos de brinquedos, telefones e outros tipos de aparelhos eletronicos, por isso não é muito bom utiliza-lo, a probabilidade de interferencia é muito grande fora a dificuldade de encontrar receptores para ele.
  • FM: Era o padrão mais utilizado por aeromodelistas até a pouco tempo atrás, assim como os rádios FMs existem as frequencias na qual cada radio transmite (isso é definido pelos conhecidos cristais que vão informar ao transmissor e ao receptor qual frequencia usar). Foi definido a faixa de 72Mhz e dividido em 50 canais pulando de 20hz começando em 72.010hz. O que gera essa tabela:
Canal Freq. Canal Freq. Canal Freq. Canal Freq. Canal Freq.
11 72.010 21 72.210 31 72.410 41 72.610 51 72.810
12 72.030 22 72.230 32 72.430 42 72.630 52 72.830
13 72.050 23 72.250 33 72.450 43 72.650 53 72.850
14 72.070 24 72.270 34 72.470 44 72.670 54 72.870
15 72.090 25 72.290 35 72.490 45 72.690 55 72.890
16 72.110 26 72.310 36 72.510 46 72.710 56 72.910
17 72.130 27 72.330 37 72.530 47 72.730 57 72.930
18 72.150 28 72.350 38 72.550 48 72.750 58 72.950
19 72.170 29 72.370 39 72.570 49 72.770 59 72.970
20 72.190 30 72.390 40 72.590 50 72.790 60 72.990
  • Por espectro: Esta é a tecnologia mais recente que evita e muito as interferencias, pois cria um canal de comunicação única entre receptor e transmissor. O que facilita a vida do aeromodelista, pois não precisa se preocupar de estar no mesmo canal (frequencia) de outro aeromodelista na pista.

Tendo isso em mente, dá para saber que deve se escolher entre o FM ou o Por Espectro (também conhecido como 2.4Ghz). O FM tem a vantagem de ser mais barato, mas tem a parte negativa de sempre ter que verificar se alguém está usando o mesmo canal (frequencia) que você. Já o 2.4Ghz é exatamente o inverso.


COMANDOS

Aqui já entramos na prática em si, pois é com os comandos que interagimos com o aeromodelo, cada comando possível é chamado de Canal (não confunda com os canais de frequencia), por isso já deve ter ouvido falar de kits, aeromodelos, helimodelos, ou qualquer outro produto desse tipo que anuncie, 3 canais, 4 canais e por ai vai. Isso quer dizer quantos comandos você pode realizar.

Os comandos destacados indicam o canal do receptor referido acima
Por exemplo, virar para esquerda ou para direita é um comando, veja só mesmo sendo dois lados é somente um comando. Subir ou descer é outro comando, rotacionar no próprio eixo para esquerda ou direita é outro e por ai vai dependendo da capacidade do modelo e do transmissor, e é claro da necessidade.

Por padrão são 4 comandos de sensibilidade (o que indica que há varios graus por isso pode-se definir direita e esquerda, por exemplo e em várias intensidades) e os outros canais são somento do tipo “Liga e Desliga”.

Sabe os sticks que você está acostumado a ver no seu controle de carrinho? Então são esses que são os de sensibilidade e além de poder ir para cima e para baixo podem ir para um lado e para o outro (ambos os sticks). Isso permite que cada stick tenha capacidade para 2 canais. É claro que em um rádio de menos de 4 canais, algum stick pode estar travado para toda essa capacidade.

Em geral existem dois tipos de Radios, os conhecidos como Modo 1 e Modo 2.

O modo 1 nada mais é do que o stick que controla a velocidade (para cima e para baixo) ficar parado aonde deixamos e não volta para a posição neutra no lado direito. E o Modo 2 é do lado esquerdo (padrão adotado no Brasil).

Padrão mais utilizado de controle

O padrão aqui no Brasil como dito é o Modo 2 o que já indica que o stick esquerdo, o movimento para cima e para baixo controla a velocidade do motor. Então ficaria dessa forma:

1. Stick Esquerdo
  • Movimento Vertical: Aceleração (Speed, canal 3 do receptor)
  • Movimento Horizontal: Leme (Servo, canal 4 do receptor)
2. Stick Direito
  • Movimento Vertical: Profundor (Servo, canal 2 do receptor)
  • Movimento Horizontal: Ailerons (Servo, canal 1 do receptor)
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